NÃO SENTIR OU APRENDER A SENTIR? A RAIVA E OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO EMOCIONAL NA LITERATURA INFANTIL

Autores

  • Sara Cristina Castelli de Camargo Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Brasil
  • Michele Varotto Machado Universidade Federal de São Carlos

Resumo

Este artigo é um recorte da Iniciação Científica, intitulada “Literatura Infantil e Habilidades Socioemocionais: análise de uma coleção de livros infantis” financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O objetivo deste estudo é analisar como a raiva é representada na coleção “E se eu sentir…”, escrita por Paloma Blanca Alves Barbieri (2021;2022). Busca-se compreender se as estratégias apresentadas ajudam as crianças a desenvolver autonomia ou se reforçam comportamentos esperados pelos adultos. A pesquisa questiona se as obras contribuem para que as crianças compreendam a complexidade da raiva ou se priorizam seu controle e superação rápida. A metodologia utilizada foi de abordagem qualitativa, através de análise de conteúdo de Bardin (2015), e a análise foi feita com base nas contribuições de autores da área socioemocional. Os resultados obtidos foram de que esta coleção analisada apresenta contribuições ao proporcionar a identificação e reconhecimento das emoções, porém traz limites ao propor estratégias que tem como foco a superação rápida da emoção, sem compreender sua importância. Conclui-se sobre a importância de estudos sobre as obras que têm sido utilizadas para trabalhar a educação emocional na infância

Biografia do Autor

Sara Cristina Castelli de Camargo, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Brasil

Graduanda do Curso de Pedagogia pela Universidade Federal de São Carlos

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Publicado

24-08-2026

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