NEURODERECHOS E INTELIGENCIA ARTIFICIAL EN LA EDUCACIÓN SUPERIOR LATINOAMERICANA: PRIVACIDAD MENTAL, AUTONOMÍA COGNITIVA E INFERENCIAS MÁS ALLÁ DE LOS NEURODATOS
Resumo
Este artículo analiza la relación entre neuroderechos, inteligencia artificial y educación superior en América Latina, con énfasis en los riesgos que las inferencias producidas por sistemas automatizados pueden generar sobre la privacidad mental, la autonomía cognitiva y la justicia algorítmica. La investigación adopta un enfoque cualitativo, doctrinal-conceptual y comparativo, sustentado en literatura especializada sobre neuroderechos, gobernanza de la IA, protección de datos personales y educación superior, así como en estándares internacionales y marcos normativos latinoamericanos, con especial atención a Chile y Ecuador. El estudio examina el uso de plataformas de analítica de aprendizaje, evaluación automatizada, asistentes generativos, sistemas predictivos de permanencia, herramientas de integridad académica y tecnologías de acompañamiento estudiantil. Los resultados muestran que, aunque las inferencias generadas por estos sistemas no constituyen neurodatos en sentido estricto, pueden incidir en dimensiones vinculadas con la vida mental, la autonomía intelectual, la trayectoria académica y las oportunidades educativas de estudiantes y docentes. Se concluye que la incorporación de IA en la educación superior exige garantías institucionales orientadas a prevenir la vigilancia cognitiva, el etiquetamiento algorítmico y la automatización acrítica de decisiones pedagógicas o administrativas.
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