O CÉREBRO NÃO NASCEU PARA LER: CONTRIBUIÇÕES DA NEUROEDUCAÇÃO PARA COMPREENDER A ALFABETIZAÇÃO COMO APROPRIAÇÃO DE UMA TECNOLOGIA CULTURAL

Autores

  • Marli Delmonico de Araujo Futata Universidade Estadual de Maringá (UEM)
  • Francielle Pereira Nascimento Universidade Estadual de Maringá (UEM)

Resumo

Este ensaio analisa as contribuições da neuroeducação para compreender a alfabetização como apropriação de uma tecnologia cultural. Fundamentado na Psicologia Histórico-Cultural, discute a escrita como uma invenção historicamente produzida cuja aprendizagem reorganiza qualitativamente as funções psicológicas superiores. Em diálogo com a teoria da reciclagem neuronal, argumenta-se que o cérebro humano não evoluiu biologicamente para ler e escrever, mas adapta circuitos neurais preexistentes às exigências da cultura escrita. Defende-se que as evidências da neurociência complementam, sem substituir, a explicação histórico-cultural da alfabetização, ao descreverem os mecanismos neuro funcionais envolvidos nesse processo. Assim, a alfabetização é compreendida como um processo complexo, resultante da articulação entre fatores biológicos, históricos, culturais e pedagógicos. Conclui-se que a aproximação entre Psicologia Histórico-Cultural e Neuroeducação amplia a compreensão da aprendizagem da leitura e da escrita, fortalecendo práticas educativas fundamentadas em evidências científicas e comprometidas com a formação humana.

Biografia do Autor

Marli Delmonico de Araujo Futata, Universidade Estadual de Maringá (UEM)

Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Maringá (UEM)

Francielle Pereira Nascimento, Universidade Estadual de Maringá (UEM)

Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Londrina (UEL)

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Publicado

24-08-2026