NEUROEDUCAÇÃO NA FORMAÇÃO INICIAL EM PEDAGOGIA: PRESENÇAS CURRICULARES, LACUNAS E CRÍTICA AOS NEUROMITOS

Autores

  • Paola Andressa Scortegagna Universidade Estadual De Ponta Grossa (UEPG)
  • Thânia Mara Kaminski Jacon Universidade Estadual De Ponta Grossa (UEPG)

Resumo

Este artigo analisa a presença e as lacunas da neuroeducação na formação inicial docente, com ênfase nos Projetos Pedagógicos dos Cursos presenciais de Licenciatura em Pedagogia das universidades estaduais públicas paranaenses. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter documental, desenvolvida em duas etapas: revisão de literatura em base de acesso aberto e da análise de documentos normativos e PPCs. O estudo considera as DCN da Pedagogia de 2006, a Resolução CNE/CP nº 04/2024 e a BNCC como referências para problematizar a inserção curricular da temática. Os resultados indicam que a neuroeducação aparece de modo predominantemente indireto, disperso e pouco sistematizado, mediada por componentes como Psicologia da Educação, Alfabetização, Educação Infantil, Educação Especial, Inclusão, Psicomotricidade e Dificuldades de Aprendizagem. Conclui-se que a neuroeducação pode contribuir para a formação docente desde que seja compreendida como campo interdisciplinar, crítico e pedagogicamente mediado, evitando reducionismos biologizantes, medicalização da aprendizagem e adesão acrítica a neuromitos.

Biografia do Autor

Paola Andressa Scortegagna, Universidade Estadual De Ponta Grossa (UEPG)

Doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Ponta Grossa

Thânia Mara Kaminski Jacon, Universidade Estadual De Ponta Grossa (UEPG)

Doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Ponta Grossa

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Publicado

24-08-2026