HORIZONTES QUE SE ABREM: O DESEMPAREDAMENTO DAS CONCEPÇÕES DOCENTES NAS PRÁTICAS COM BEBÊS NA NATUREZA

Autores

  • Pâmella Eduarda Soares dos Santos Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Brasil
  • Bruna Cury de Barros Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Brasil

Resumo

O presente trabalho busca analisar, a partir de práticas pedagógicas documentadas, de que modo o conceito de desemparedamento se relaciona à ruptura de concepções pedagógicas, evidenciando deslocamentos epistemológicos nas formas de compreender o/a bebê, a natureza e as experiências na Educação Infantil. O estudo confronta a herança assistencialista da creche e a histórica invisibilidade das especificidades pedagógicas dos/das bebês, que resultaram em um modelo de confinamento espacial e curricular no berçário. A pesquisa bibliográfica, de cunho qualitativo, utilizou a Análise de Conteúdo (Bardin, 2011) como procedimento para análise dos dados. As discussões e resultados apontam que o desemparedamento implica, fundamentalmente, uma ruptura de concepção, na qual o olhar pedagógico se desloca para reconhecer o/a bebê como sujeito ativo e a natureza como eixo central das experiências educativas. Uma forte convergência entre os estudos aponta para o imperativo da formação docente reflexiva como condição habilitadora para a observação sensível e a gestão do risco aceitável. Como contribuição reflexiva final, infere-se que o desemparedamento no berçário pode ser entendido como a potencialização do espaço físico em um campo de fluidez, deslocando sua rigidez estrutural para torná-lo adaptável e permeável à manifestação das singularidades de bebês sob a mediação docente.

Biografia do Autor

Pâmella Eduarda Soares dos Santos, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Brasil

Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal de São Carlos

Bruna Cury de Barros, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Brasil

Doutorado em Educação pela Universidade Federal de São Carlos

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Publicado

16-04-2026