HORIZONTES QUE SE ABREM: O DESEMPAREDAMENTO DAS CONCEPÇÕES DOCENTES NAS PRÁTICAS COM BEBÊS NA NATUREZA
Resumo
O presente trabalho busca analisar, a partir de práticas pedagógicas documentadas, de que modo o conceito de desemparedamento se relaciona à ruptura de concepções pedagógicas, evidenciando deslocamentos epistemológicos nas formas de compreender o/a bebê, a natureza e as experiências na Educação Infantil. O estudo confronta a herança assistencialista da creche e a histórica invisibilidade das especificidades pedagógicas dos/das bebês, que resultaram em um modelo de confinamento espacial e curricular no berçário. A pesquisa bibliográfica, de cunho qualitativo, utilizou a Análise de Conteúdo (Bardin, 2011) como procedimento para análise dos dados. As discussões e resultados apontam que o desemparedamento implica, fundamentalmente, uma ruptura de concepção, na qual o olhar pedagógico se desloca para reconhecer o/a bebê como sujeito ativo e a natureza como eixo central das experiências educativas. Uma forte convergência entre os estudos aponta para o imperativo da formação docente reflexiva como condição habilitadora para a observação sensível e a gestão do risco aceitável. Como contribuição reflexiva final, infere-se que o desemparedamento no berçário pode ser entendido como a potencialização do espaço físico em um campo de fluidez, deslocando sua rigidez estrutural para torná-lo adaptável e permeável à manifestação das singularidades de bebês sob a mediação docente.
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